sexta-feira, 3 de julho de 2009

Arte Tumular

O que você sente quando entra em um cemitério?
Eu fiz um trabalho fotográfico de estátuas tumulares no Cemitério da Consolação, em São Paulo, e posso dizer que gostei.
Não do lugar em si, que é um ambiente meio carregado, é triste porque tudo ali é voltado para a morte, para o fim... mas os trabalhos artísticos que algumas famílias encomendaram para adornar e ao mesmo tempo homenagear um ente que se foi é muito interessante.
A idéia do trabalho, que foi exigido para a matéria de fotojornalismo na faculdade, era de capturar os detalhes em cores. Para isso usamos uma câmera analógica Nikon F80, lente objetiva normal e filme asa 100.

Era uma tarde clara, mas não muito ensolarada e algumas fotos não ficaram como esperado. Dá pra perceber super ou sub exposição em algumas delas, outras um pouco desfocadas...

Mas enfim, só o trabalho que dá procurar um objeto interessante, um ângulo que valorize as formas, fotometrar certinho e ver depois o que saiu já é gratificante.

Porque você só sabe mesmo o que significa combinar diafragama e obturador quando pratica. E eu acabei descobrindo que fotografar, como outras pessoas diziam, é mesmo uma arte.

Minhas fotos nem ficaram entre as melhores hehe. Mas eu fiz com vontade e até me contaminei com o clima down do cemitério. Sem contar nas mordidas de pernilongo... mas quem tá na chuva, é pra se molhar mesmo. Apesar de eu não ser nem um pouco religiosa, tenho que assumir: é uma arte muito bonita e que inspira independente de você acreditar em anjos, santos, outras vidas ou não.

Eu percebi que a vida é essa e que ela não vai durar pra sempre, nem a sua, nem a de quem você gosta. Então o mais certo a fazer é aproveitar e fazer bem o que tiver que ser feito nela. E a morte? bem, a morte vai chegar pra todo mundo, você só não sabe quando.

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